12.11.11

Mínima Enciclopédia - Gabriel García Márquez

Gabriel García Márquez, nascido na localidade de Aracataca, 6 de março de 1928, é escritor, jornalista, editor, ativista e político colombiano. Conhecido em todo o mundo (que lê), recebeu o prêmio Nobel de Literatura de 1982 – não que isso signifique muita coisa, salvo uma maior projeção publicitária internacional, uma vez que este prêmio anda muito desmoralizado, devido a evidente interferência de fatores políticos em sua outorga. García Márquez é considerado o principal nome da forma estético-literária da literatura latino-americana, conhecida, por estudiosos, como realismo mágico, mas que o grande público leitor chama mesmo de realismo fantástico, classificação que não é aceita pela academia.

Em 1 de abril de 2009 declarou que se aposentava e que não pretendia escrever mais livros. O que foi, indubitavelmente, uma decisão digna, já que é muito triste ler os “livros do ocaso” escritos por um gênio envelhecido. Sobre ele, o caminho que buscou para sua literatura, conta-se que na juventude ouvindo contos das “Mil e Uma Noites” teriam sido suas primeiras “lições de fantástico”. Dizem também que ao ler “A Metamorfose”, de Franz Kafka e ter se deparado com, aquele início: “Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”, teria concluído: “então eu posso fazer isso com as personagens? Criar situações impossíveis?” (Informação retirada da Wikepédia). Ainda sobre esse gênio da literatura latino-americana e mundial, a professora emérita da UFRJ, Bella Jozef, disse (sem citar a fonte) que ao terminar a leitura de “O século das Luzes”, de Alejo Carpentier, Gabriel García Márquez teria rasgado várias páginas de “Cem anos de solidão”, pois tinha “encontrado o livro que gostaria de ter escrito”.

Autor de uma obra vasta, em sua bibliografia estão títulos como o romance “La Hojarasca” publicado em 1955. No Brasil recebeu o título de “O enterro do diabo: A revoada”. Seguidos de: Memória dos prazeres; Relato de um náufrago; A sesta de terça-feira; Ninguém escreve ao coronel; Os funerais da mamãe grande; Má hora: o veneno da madrugada. Aparece então os “Cem anos de solidão (1967)”, mudando sua vida e o rumo da literatura latino-americana. A seguir vem: A última viagem do navio fantasma; Entre amigos; A incrível e triste história de Cândida Erêndira e sua avó desalmada; Um senhor muito velho com umas asas enormes; Olhos de cão azul; O outono do Patriarca; Como contar um conto; Crônica de uma morte anunciada; Textos do caribe; Cheiro de goiaba; O verão feliz da senhora Forbes; O Amor nos tempos de cólera; A aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile; O general em seu labirinto; Doze contos peregrinos; Do amor e outros demônios; Notícia de um sequestro. Seguem textos jornalísticos a biográficos, como: Viver para contar, sua autobiografia. Seu último romance: Memória de minhas putas tristes, além de ter vários livros de crônicas.

De sua obra, além de “Cem anos de Solidão”, destaco, “Relato de um náufrago”; “O Amor nos tempos de cólera”. Os contos, “Um senhor muito velho com umas asas enormes” – um primor irônico do realismo mágico – e “O rastro do teu sangue na neve” – um dos melhores contos que já li. Em informação retirada da Wikepédia, é dito (sem informar a fonte) que García Márquez teria apontado como o seu mestre o escritor estadunidense William Faulkner. O que não deixa de ser surpreendente, uma vez que Faulkner – indubitavelmente um grande romancista – possuía um texto seco, desprovido de humor e ternura, imune a poesia, características que sobravam em García Márquez.

© Araken Vaz Galvão

9 comentários:

Carlo Buzzatti disse...

Outro blogueiro e escritor tratando de tema quase coincidente:

http://outubro.blogspot.com/2009/11/alejo-carpentier-e-origem-do-romance.html

Anônimo disse...

Você sempre presente, acompanhando.
Obrigado por essa presença.
Araken

Anônimo disse...

Seguis siendo un libro abierto, viejo amigo, Un abrazo, Elena /Uruguay)

Anônimo disse...

No sé si sigue siendo un libro abierto, pero sí sigue abriendo libros y eso es bueno para el alma y...la posibilidad de reencuentros. Aquelle abrac,o Araken !! Federico (Suecia-Uruguay)

Everaldo Oliveira Santos disse...

Um deleite de narrativa sobre uma verdadeira força da Literatura Latino-Americana. Conheço de perto o autor da resenha e de sua contribuição nos encontros de escritores ocorridos em Salvador, além de sua atuação num efervescente movimento literário na histórica cidade de Valença, localizada na Costa do Dendê, neste Estado. - Everaldo Oliveira Santos (Salvador - Ba)

Anônimo disse...

Elena. Elenita. que surpresa. que emoción. Como hago para comunidarme contigo?
Besos
Araken
arakenvaz@gmail.com

Anônimo disse...

No te estoy ubicando Federico (Suecia-Uruguay). Es la edad. 75 años. Gracias por tus palabras.
Abrazos
Araken
arakenvaz@gmail.com

Anônimo disse...

Obrigado por tuas palavras amáveis, Everaldo.
Abraços

Miriam de Sales Oliveira disse...

Bravo! Sou apaixonada pelo Gabo de quem tenho todos os livros.Mas, Cem Anos de Solidão me deixa realmente,acreditando que ainda há salvação na Literatura.
Ele ,o Gabo,me causa um tremendo complexo de inferioridade.Sei q/ nunca vou escrever assim...
Um grande abraço
Araken.