Quando Miriam não gosta de algo, preocupo-me, porque Miriam é uma pessoa admirável sobre todos os ângulos, desde que se entenda esse “todos os ângulos” como apenas atividade literária, já que não conheço outros ângulos de sua vida, tampouco preciso, posto que ser escritora, além de exigir coragem e entrega, já denota valor, valentia bravura e sensibilidade.
Mas, o que Miriam não gostou? Li, em um dos seus blogues – dos muitos que ela mantém, já que é uma franca adepta dessa forma de comunicação – em um bom texto, como lhe é peculiar, certa decepção pelo conteúdo do seminário “Literatura baiana: rumos e perspectivas” (do qual fiz parte em uma das mesas, a primeira), soberba iniciativa levada a cabo por Carlos Sousa – o incentivador da criação do Núcleo Bahia da União Brasileira de Escritores, cuja sede central fica em São Paulo.
Antes de me estender mais um pouco sobre aquele seminário, quero parabenizar ao companheiro Carlos Sousa (e também a Roberto Leal, seu fiel escudeiro), pela iniciativa do Evento, efetuado sábado, no Teatro Eva Herz, da Livraria Cultura, antecipando as homenagens ao Dia Nacional do Escritor, que se comemorará, hoje, 25 de Julho.
Feita essa introdução, passarei a dizer por que gostei, sem especificamente me referir ao que (nem por que) Miriam Sales não gostou, uma vez que sua opinião poderá ser conferida em seu blog. E minha primeira afirmação é que não esperava que aquele evento solucionasse os crônicos problemas do escritor (baianos, em particular), mas apenas registrasse, de forma festiva, o nosso Dia, ainda que tão-somente, que fosse para dizer: NÓS, escritores, EXISTIMOS! Que ninguém fosse (ou vá) sonhar com nosso desaparecimento, porque – como fênix – nos estamos sempre a renascer de nossas próprias cinzas ou das cinzas dos nossos livros, quando queimadas pela intolerância.
Por outro lado, colocações como as de Ruy Espinheira, de Aurélio Schommer, por exemplo, além dos informes de Aramis Ribeiro da Costa, de Roberto Leal e de Ubiratan Castro (também, por exemplo) foram de grande importância.
De importância particular também, foi a presença e a exposição de Joaquim Maria Botelho, presidente nacional da União Brasileira de Escritores, que nos falou do próximo V Congresso Brasileiro de Escritores, a realizar-se na cidade de Ribeirão Preto, SP, em início de novembro. E se alguma informação não foi dada pelo palestrante, ficaram os contatos eletrônicos, onde poderemos, todos, encontrá-las em ocasião propícia.
E se tudo isso não fosse gratificante, o congraçamento entre os presentes, novas pessoas que conhecemos, algumas até “exóticas” –, pelo menos ao olhar de um velho conservador como eu – que fizeram colocações próximas ao insólito, mostraram que a diversidade humana, entre escritores, existe e é benéfica.
Sempre com vistas a que minhas opiniões são de um velho de outras épocas, situaria a palestrante Adelice Sousa, com sua mística exposição sobre o ar, o fogo, a água, entra as que me deixou intrigado. Da mesma forma que me intrigou a poetisa Varenka de Fátima Araújo, que teve a gentileza de ofertar-me, extra-reunião (já que o fez do lado de fora, no café), o seu livro, “Ela em Versos”, aonde vim a encontrar uma poesia, às vezes ingênua, às vezes visceral, fato que também me intrigou sobremaneira.
© Araken Vaz Galvão
3 comentários:
OI,
Conheci outro participante da guerrilha do Caparaó, o Hermes. militei 14 anos no PC do B. Hoje mantenho um blog: www.elsenorgato.blogspot.com e também sou escritor. abraços.
Araken,o q/ eu esperava era um pouco mais...Sou gulosa,gosto de soluções.
Que ás vezes demooooram...
E,como meu tempo é curto
discuto
esperando que desse refluxo
brotem soluções. bjs ,meu mestre.
Amigo,continuo não gostando e correndo o risco de virar uma guaibyn azeda.P/ exemplo,achei pífia a apresentação dos baianos na nova mesa - redonda da UBE.
Morri de vergonha. bjks
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