Nome como ficou conhecido o famoso gângster italiano, residente nos Estados Unidos, tido como um gênio do crime, a quem é atribuída a criação da Cosa Nostra, Máfia americana. Colaborou com os Estados Unidos na invasão da Itália e, por isso, não só foi indultado, depois deportado, como recebeu de presente o controle no mercado negro nas zonas libertadas da Itália durante a II Grande Guerra. Lucky teve papel importante, mesmo estando na prisão, e condenado a prisão perpétua, na criação da cobertura para o desembarque dos soldados estadunidenses no sul da Itália. Muitas das vitórias fulminantes do general Patton deve-se a essa ajuda. O que explicaria de certo modo a forma como ele sobrepujou o marechal Montgomery. Foi por essa ajuda que, depois da guerra, Luciano foi indultado e expulso dos Estados Unidos, tendo morrido, rico e mafioso, na sua terra natal, a Sicilia. De onde continuou controlando até antes de morrer, a Cosa Nostra nos Estados Unidos.
Sobre Patton há o excelente filme de Franklin J. Schaffner, de 1969, com roteiro de Francis Copola, com destaque para a participação dos atores George C. Scott, como Patton, e Karl Malden, como Omar N. Bradley, outro importante general estadunidense da II Grande Guerra. Entretanto, neste filme não há nenhuma alusão ao acordo feito entre o Serviço Secreto dos Estados Unidos e Luciano, que teria facilitado as proezas (e as bravatas) de Patton.
Por outro lado, naquela enciclopédia aberta da internet há algumas referências interessantes sobre esse ponto, como, por exemplo: Em 1935, o procurador geral Thomas E. Dewey tinha reunido provas suficientes para prender Luciano. Somavam noventa as provas, entre extorsão e prostituição. Ele pegou de 30 a 50 anos de prisão, mas havia rumores que as Forças Aliadas na Segunda Guerra Mundial precisavam de ajuda para a invasão da Sicília. Eles contataram Luciano e ofereceram a ele uma proposta. Se ele mantivesse contato com seus amigos mafiosos na Sicília, poderia ser solto, porém seria deportado para a Itália. Luciano aceitou essa proposta, e morou em Roma por um ano. Logo ficou insatisfeito com esse modo de vida, e sua opção estava entre voltar para os EUA ou arranjar uma reunião com Lansky, Siegel, e outros chefes em Cuba. As autoridades americanas souberam da presença de Luciano na Conferência de Havana, e ele foi, então, forçado a voltar para a Itália.
1 comentários:
Esses xerifes sempre foram e serão muito afeitos a negociar com bandidos. Sempre também é um privilégio ler aqui essas informações do bizarro mundo escondido sob a aparente normalidade.
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