A primeira é uma etnia (tribo) africana, minoritária na Ruanda, país Centro-Africano, que sofreu, em 1994, terrível massacre da etnia rival, os Hutus, A impressa ocidental falou em 800 mil mortos, porém a imprensa ocidental não merece muito crédito nesses dados, porque costuma exagerar para mais e para menos. Mas que o massacre existiu, não há dúvida e nada ficou a dever em ferocidade ao que os turcos perpetraram contra os armênios em 1915.
A segunda, os Hutus, é também uma etnia centro-africana, mais concentrada em Ruanda, que praticou, em 1994, o terrível massacre contra a etnia rival, os Tutsis, com quem dividia o país (criado artificialmente pelo colonialismo, diga-se de passagem). A impressa ocidental falou em 800 mil mortos, porém a imprensa ocidental não merece muito crédito nesses dados, porque costuma exagerar de acordo com seus esquemas e interesses. Mas que o massacre existiu, não há dúvida.
Hoje, no Brasil, onde existe um acentuado esforço não para acabar com o nosso hipócrita e disfarçado racismo, mas para acentuá-lo e torná-lo ressentido e violento, como ocorre em muitos outros países europeus e, inclusive, em muitos países africanos, o verbete, hoje apresentado na nossa Mínima Enciclopédia, é uma exemplo triste, e, por isso, deve ser motivo de preocupação de todos os brasileiros honestos – independente de cor, credo ou condição social.
É preciso que, ao ouvirmos falar de racismo, sem deixar o nosso coração encher-se de falsas ironias, devemos perguntar: Qual racismo, Cara-Pálida?
15.11.09
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